Artigo – Lula, Elmano e a continuidade da farsa democrática

Barros Alves

“O medo mata até a honra”, aponta em artigo o jornalista e poeta Barros Alves

O presidente da República visita Fortaleza hoje, em périplo pelos Estados da Federação que lhe deram vitória no pleito passado, mas que já iniciaram um processo de arrependimento manifestado na inaudita greve de prefeitos, os quais, aliás deveriam trabalhar em vez de se emparedar. Greve de prefeito só seria eficaz se eles diminuíssem as filas no atendimento à população e, em pelo menos um dia, qualificassem esse atendimento que normalmente é uma lástima. Parodiando o axioma popular, pode-se afirmar sem erro que essa manifestação de rebeldia dos prefeitos é uma greve para boi dormir.

Mas, voltemos à vaca fria. A presença de Luís Inácio no Ceará faz saltitar a esquerda ignorante, que escreve panfletos para analfabetos lerem, e deixa esfuziante alguns órgãos de mídia velhos fregueses dos cofres públicos, sempre de olho numa pontinha da polpuda verba das secretarias de Comunicação, a do Estado e a federal. Alguns destes, – diga-se de passagem – já se dobraram genuflexos para o Ministério da Verdade comandado pelo Stálin maranhense. Ainda que fiquem chupando o dedo, com a outra mão continuam a fazer o “L”. O medo mata até a honra. Ladino conhecedor da pequenez humana, Luís Inácio pinta o sete e borda outros números mais, que fazem do Brasil um paraíso aqui na Terra. A massa ignara, a partir dos meios universiOtários aparelhados pelos discípulos de Gramsci, acredita na verborragia vomitada como aula de democracia em que os exemplos mais citados são Cuba, Angola, Venezuela e Nicarágua. Ainda somos uma melancia. Mas, não se avexem. Em breve estaremos na bodega da esquina, empreendimento estatal, com uma caderneta na mão para receber dois quilos e meio de frango que suprirá as necessidades gastronômicas de nossa família durante a semana. Ainda que tardiamente vermelhos de raiva por não termos reagido à farsa no momento adequado.

Para agradar o chefe em sua breve estada no Ceará, eis que sem nada para oferecer de substancial e concreto, o governador Elmano de Freitas, na condição de aplicado discípulo, aposta no discurso ideológico para o consumo de um bando de idiotas. Anunciou em solenidade pomposa com vários convidados e aplauso certo, que determinou a retirada do Mausoléu Castelo Branco do Palácio da Abolição, sede do governo do Estado. Sérgio Bernardes, o arquiteto projetista da bela obra, revirou-se sob a lápide. Nem Bernardes nem ninguém de bom senso consegue compreender a ignorância do governador, que se queixa de ser professor, mas perdeu as aulas de História. Aliás, ele não matou aulas. Ele mata todos nós de vergonha ao se pautar por um sentimento de mesquinhez ditado pela influência das mediocridades que o cercam.

O Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, cuja memória está sendo vilipendiada em razão desse ato do governador, certamente, ao contrário da decepção “post mortem” de Bernardes, deve estar dando de ombros para a atitude tacanha do chefe do Executivo cearense. Homens da grandeza moral de Castelo Branco passam ao largo de gente que desconhece por completo a nobreza de atitudes. Nem Stalin, o Czar Vermelho, no comando de uma ditadura tirânica, com todo o seu culto à personalidade, mandou destruir a estátuas de Pedro, o Grande, nem monumentos representativos da grandiosa história russa. A plebe rude radicalizada fez muito desse serviço sujo. O que não deveria ser o caso do governador Elmano, que não é da plebe e nem é um homem rude.

Todavia, indubitavelmente, a democracia pregada por Luís Inácio e seu séquito de mediocridades não condiz com os valores perenes defendidos por Castelo Branco, que lutou nos campos italianos contra o nazifascismo e no Brasil continuou a luta contra os comunistas que o governador tão bem representa. A propósito, vale lembrar a observação do Papa Pio XI: “A doutrina comunista é intrinsecamente má.”

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