Festas de fim de ano em condomínios ajudam a manter setor de eventos aquecido, mas devem observar os protocolos sanitários

Celebrações têm limitações de público, com base nos decretos estaduais: até 2,5 mil para ambientes fechados e até 5 mil para ambientes abertos

Marcus Melo, presidente da Adconce.

Com o cancelamento do Réveillon público em Fortaleza, as festas de fim de ano em condomínios devem ajudar a aquecer o setor de eventos neste mês – o que vai beneficiar milhares de profissionais do setor, entre artistas e prestadores de serviços – e ajudar o segmento a se recuperar das perdas, que somam mais de R$ 246 milhões durante a pandemia, somente no Ceará. No entanto, as festas em condomínios fechados exigem certos cuidados por parte dos responsáveis, conforme determinam os decretos publicados pelo Governo do Estado. Esses encontros devem seguir os mesmos protocolos de eventos sociais em buffets, por exemplo, e precisam ter sua realização previamente aprovada pelo empreendimento.

“Durante as festas, deverá ser exigido o passaporte de vacinação, além de fiscalizar o cumprimento da capacidade máxima permitida”, observa Marcus Melo, presidente da Associação das Administradoras de Condomínios do Estado do Ceará (Adconce). “Para as festas realizadas neste mês, entre os dias 16 e 31, o limite deve ser de até 2,5 mil pessoas em ambiente fechado e até 5 mil pessoas, em ambiente aberto”, informa. “Ainda conforme o decreto, a duração da festa deve ser de até 8 horas, com o limite de 14 pessoas por mesa”, reforça.

“É importante observar esses limites, é importante que o condomínio além de tudo fiscalize o monitoramento da obrigatoriedade do uso de máscaras e do passaporte de vacinação”, orienta Wellington Sampaio, Diretor Jurídico da Adconce.

Cuidados semelhantes valem para os condomínios de praia (para temporada ou veraneio), em que a limitação do uso das piscinas e áreas adjacentes deve obedecer até 30% da capacidade.

“Também é preciso haver a separação das áreas de piscina das áreas de restaurante, para fins de controle. Isso vai evitar a ocupação concomitante dos dois espaços”, orienta Marcus Melo, presidente da Adconce.

Higiene

“Com o aumento do fluxo de pessoas nas áreas comuns, é importante reforçar a higienização desses ambientes, com serviços de desinfecção e sanitização”, diz Cláudio Roberto, gerente operacional da Viper Serviços. Esses procedimentos, que ajudam a evitar a transmissão de doenças contagiosas, requerem mão de obra especializada e produtos específicos para cada tipo de ambiente. “O processo de desinfecção, por exemplo, envolve o uso de produtos mais concentrados do que o de sanitização. E sua aplicação abrange tetos, pisos, paredes e mobiliários”, diz. Segundo Cláudio Roberto, esse tipo de serviço é capaz de reduzir a quantidade de microorganismos patogênicos a níveis seguros, proporcionando maior segurança aos frequentadores das áreas comuns.

 

No entendimento de Wellington Sampaio, a participação dos administradores de condomínio, no cumprimento das normas governamentais, será muito importante para ajudar a evitar uma terceira onda da Covid-19. “O setor de condomínios pode servir de parâmetro positivo para que toda a sociedade possa ter essa consciência de que é possível realizar eventos festivos, obedecendo às normas de segurança e principalmente às regras que o Governo do Estado determinou”, observa o Diretor Jurídico da Adconce.

Fonte: Adconce

Fotos: Divulgação/Banco de Imagens

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